sexta-feira, 6 de maio de 2016

Pequenas grandes vitórias

Melhorar é, em primeiro lugar, ficar meio perdida. Qual é meu limite? O que eu posso fazer sem me prejudicar? Melhorar é o primeiro desafio de tantos outros.

No meu caso, ouvi tanto do meu psiquiatra quanto da minha terapeuta que eu precisava andar, andar, andar. Como andar na rua é muito chato e é preciso pegar o carro para ir a um parque, resolvi me matricular em uma academia de bairro que eu já conheço e onde o sol bate de manhã - não aquelas academias que ficam tocando música bate-estaca e são escuras. Problema resolvido. A cada dois dias, vou lá e faço exercícios aeróbicos ao som do Programa Encontro com Fátima Bernardes (é brega, mas ajuda a passar o tempo).

Minha cabeça também voltou a funcionar melhor e nos últimos dias consegui trabalhar pelo menos 1 hora por dia, uma grande vitória devido as circunstâncias.

Em relação aos meus filhos, fato que me preocupava demais, passei o fim de semana com eles e fizemos tantas coisas que no domingo à noite eu estava acabada. E eles passaram tanto tempo comigo esta semana - e nossa TV quebrou e as noites foram mais agitadas - que esta noite eu dormi 12 horas seguidas de tão cansada que estava. 

Está aí o limite. Não posso sair agarrando o mundo. São pequenas grandes vitórias todos os dias... mas é preciso dosar para não extrapolar. 

Meu grande medo é o retrocesso, algo que também tenho conversado muito em terapia. Mas a terapia me assegura que agora estou embasada com médico, remédios e terapia, e um retrocesso nesse ponto de longa caminhada é mais remoto. Acho que eu não aguentaria passar por isso tudo de novo.

Existe luz no fim do túnel da depressão. O caminho é árduo, muito difícil, muitas pessoas se afastaram de mim nesse processo, mas outras novas chegaram na minha vida. E é preciso celebrar.